“Sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual.
“Na infância.. Bastava sol lá fora e o resto se resolvia.
“Eu sei que gente briga, discute, briga de novo, de novo, e de novo, e depois a gente sente falta, volta, se olha, se beija, se curte, se ama, se encaixa e se faz feliz. E não há escape. É você que eu amo, é pra você que eu volto e é de você que eu sou. Pra sempre.
“Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos is? Se você não está feliz, o problema é seu. Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu (única e exclusivamente seu). O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito. A pior coisa do mundo (e mais covarde também) é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento. Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros. Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!! Ah, sei… Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços. Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua Felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida. Decorou? Então toma nota. O que você plantou, estará na sua mesa. Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar. Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me fez olhar a vida e sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante do mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado em primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me fudi. Me iludi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minha e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação maluca pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.
“Eu planejo o futuro. Eu gosto disso, tentar imaginar como será sua vida, como você ficará, se estará sorrindo, com motivos ou sem eles, se estarei amando ou se estarei sofrendo. Mas ao mesmo tempo em que me sinto feliz por estar planejando, de certa forma, o futuro, me sinto também desconfortável. E no instante em que entendo realmente que planejar o futuro é uma maneira mais fácil de, talvez, se decepcionar, eu paro e me calo. Posso até imaginar algo semelhante, de acordo com meu presente, mas o que realmente irá acontecer no futuro não depende de nossa imaginação ou do que queremos. Passei, então, a deixar minha vida nas mãos de Deus e deixar que meu futuro seja feito pelas mãos Dele, e não pelos meus planos que, às vezes, não se encaixariam ou não serviriam para mim.
“Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade
“Sobre nós dois, ninguém vai saber de tudo.